Meu agasalho
é meio litro de cachaça
no amigo meio fio
meu corpo deitado
inimigo frio que racha
Aqueço meu corpo
esqueço meu passado
derreto meu caixão corpo de gelo
com salivas de um destilado
Tanta gente facilmente morre
não consigo morrer
vivo pelo alcool abraçado
nessa vala urbana
lembrando do dia
que fui uma coisa humana
Abraço, agarro meu agasalho
engarrafado que me acalma
e num sorriso ébrio
forçado
fico esperando o carnaval
da minha alma.
sábado, 20 de junho de 2009
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